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Pesquisa mostra terceirização no Brasil e no Mundo

18 de fevereiro de 2008

Em 2006, de um contingente de 2,4 bilhões de trabalhadores com mais de 16 anos de idade, estima-se que 378,8 milhões são profissionais envolvidos diretamente com atividades terceirizadas.

A afirmação foi feita pelo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, que apresentou durante o I Seminário Internacional SINDEEPRES – Terceirização Global a pesquisa inédita, A Transnacionalização da Terceirização na Contratação do Trabalho. O estudo avaliou o nível de ocupação de trabalhadores de 33 países selecionados, no qual identificou a existência de 76,5 mil empresas especializadas na terceirização de força de trabalho. As mesmas respondiam em 2006 por dois terços do total de faturamento mundial do setor.

Pochmann falou ainda sobre a transacionalização do trabalhado terceirizado, que consiste na subcontratação da força de trabalho que vai além das fronteiras dos países. “Nas corporações transacionais, há mais de 98 milhões de profissionais contratados. Desse total, 39,3 milhões de alguma forma estão envolvidos com a terceirização, ou seja, 40% da ocupação. Ainda desse montante, 13,3 milhões são direcionados à terceirização transacional, isso equivale a 33,9%”.

Para ele, neste contexto de transacionalização, o Brasil ainda não despertou para se inserir nessa nova realidade. “Cerca 19% de todos os empregos terceirizados transnacionais do mundo estão concentrados em 72 mil grandes corporações. A China é responsável por um terço desses postos de trabalho, em especial na indústria, e a Índia ocupa dois terços das vagas desse tipo na área de serviços. No Brasil apenas 480 mil postos de trabalho estão aqui, ou seja, 1,14% do total, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 2006”.

Um grande celeiro mundial

E isso, segundo Marcio Pochmann reflete como o Brasil é visto no exterior. “A China avança para ser a oficina do mundo e a Índia para se tornar o escritório do mundo, o Brasil e os demais países da América Latina caminham para se tornar a fazenda do mundo. A maior parte dos postos de trabalho em avanço encontra-se relacionados com as atividades de bens primários e semi-elaborados de contido valor agregado”.

O presidente do Ipea acredita que o País precisa adotar um modelo próprio para aproveitar essa onda e que leve em conta a realidade brasileira, sem seguir categoricamente o que é feito nos países asiáticos. A atuação do Estado pode ser decisiva, segundo o economista, no sentido de atrair ou evitar o deslocamento do emprego no interior das cadeias mundiais de produção. “Isso significa aproveitar esta tendência e incentivar mudanças no perfil produtivo nacional”.

O Brasil tem de se preparar para disputar as 6,7 milhões de novas ocupações anuais que serão criadas pela subcontratação de mão-de-obra por empresas com sede em outros países nos próximos dez anos. E pode obter resultados positivos com a terceirização internacional dos contratos de trabalho.

Para ele, a regulamentação do setor terceirizado, com um correto embasamento jurídico, ajudaria para que a insegurança existente tanto em empregados como em empregadores diminuísse e houvesse um real investimento na área. “Temos que regulamentar o processo não como quem dirige olhando para o retrovisor. O futuro depende de definirmos o que queremos ser daqui 10 anos. E a terceirização é uma realidade que não tem volta”.

O I Seminário Internacional SINDEEPRES – Terceirização Global promovido pelo SINDEEPRES aconteceu em 12 de fevereiro, no Intercontinental Hotel, em São Paulo. Além da apresentação do economista Marcio Pochmann, o evento teve ainda um painel com representantes dos setores trabalhistas e empresariais, sobre o rumo da terceirização no Brasil.
s de idade, estima-se que 378,8 milhões são profissionais envolvidos diretamente com atividades terceirizadas. A afirmação foi feita pelo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, que apresentou durante o I Seminário Internacional SINDEEPRES – Terceirização Global a pesquisa inédita, A Transnacionalização da Terceirização na Contratação do Trabalho. O estudo avaliou o nível de ocupação de trabalhadores de 33 países selecionados, no qual identificou a existência de 76,5 mil empresas especializadas na terceirização de força de trabalho. As mesmas respondiam em 2006 por dois terços do total de faturamento mundial do setor. Pochmann falou ainda sobre a transacionalização do trabalhado terceirizado, que consiste na subcontratação da força de trabalho que vai além das fronteiras dos países. “Nas corporações transacionais, há mais de 98 milhões de profissionais contratados. Desse total, 39,3 milhões de alguma forma estão envolvidos com a terceirização, ou seja, 40% da ocupação. Ainda desse montante, 13,3 milhões são direcionados à terceirização transacional, isso equivale a 33,9%”. Para ele, neste contexto de transacionalização, o Brasil ainda não despertou para se inserir nessa nova realidade. “Cerca 19% de todos os empregos terceirizados transnacionais do mundo estão concentrados em 72 mil grandes corporações. A China é responsável por um terço desses postos de trabalho, em especial na indústria, e a Índia ocupa dois terços das vagas desse tipo na área de serviços. No Brasil apenas 480 mil postos de trabalho estão aqui, ou seja, 1,14% do total, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 2006”. Um grande celeiro mundial E isso, segundo Marcio Pochmann reflete como o Brasil é visto no exterior. “A China avança para ser a oficina do mundo e a Índia para se tornar o escritório do mundo, o Brasil e os demais países da América Latina caminham para se tornar a fazenda do mundo. A maior parte dos postos de trabalho em avanço encontra-se relacionados com as atividades de bens primários e semi-elaborados de contido valor agregado”. O presidente do Ipea acredita que o País precisa adotar um modelo próprio para aproveitar essa onda e que leve em conta a realidade brasileira, sem seguir categoricamente o que é feito nos países asiáticos. A atuação do Estado pode ser decisiva, segundo o economista, no sentido de atrair ou evitar o deslocamento do emprego no interior das cadeias mundiais de produção. “Isso significa aproveitar esta tendência e incentivar mudanças no perfil produtivo nacional”. O Brasil tem de se preparar para disputar as 6,7 milhões de novas ocupações anuais que serão criadas pela subcontratação de mão-de-obra por empresas com sede em outros países nos próximos dez anos. E pode obter resultados positivos com a terceirização internacional dos contratos de trabalho. Para ele, a regulamentação do setor terceirizado, com um correto embasamento jurídico, ajudaria para que a insegurança existente tanto em empregados como em empregadores diminuísse e houvesse um real investimento na área. “Temos que regulamentar o processo não como quem dirige olhando para o retrovisor. O futuro depende de definirmos o que queremos ser daqui 10 anos. E a terceirização é uma realidade que não tem volta”. O I Seminário Internacional SINDEEPRES – Terceirização Global promovido pelo SINDEEPRES aconteceu em 12 de fevereiro, no Intercontinental Hotel, em São Paulo. Além da apresentação do economista Marcio Pochmann, o evento teve ainda um painel com representantes dos setores trabalhistas e empresariais, sobre o rumo da terceirização no Brasil.

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